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Sou aluna da disciplina de Oficina de Multimédia B e criei este blog com a finalidade de aqui postar todos os trabalhos executados ao longo do ano no contexto da disciplina.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

1ª Proposta de Trabalho - Fotografia Digital

Foi-nos proposta a pesquisa e recolha de 20 fotografias, as quais foram individualmente classificadas de 1 a 5. Dentro das melhores classificadas tivemos que seleccionar apenas duas, uma para nós mesmos analisarmos e outra para enviarmos a um colega, no meu caso o Ivan (que foi devidamente escolhido pelo professor) que por sua vez também ficou encarregue de enviar uma das suas.
Passo então a apresentar as minhas críticas pessoais das fotografias escolhidas por mim e pelo meu colega, respectivamente.



 ROBERT DOISNEAU

Formalmente, os aspectos que mais aqui se impõem são, sem dúvida, a composição e o seu dinamismo. Estes resultam do enquadramento das personagens (que funcionam estruturalmente como linhas rectas verticais) com o ambiente circundante, chamando especial atenção ao recorte expressivo da ponte obtido através do contraste entre a calçada da ponte e a luminosidade do rio num plano recuado.
No entanto o ponto fulcral da fotografia é a figura no primeiro plano, especialmente a sua expressão, pela sua reacção espontânea e natural, reforçadas pela luminosidade do céu, do rio e do acordeão que leva consigo, que contrastam com o seu casaco e cabelo escuros.
Podemos também aqui encontrar diversas texturas como o liso (como é o caso da madeira polida do acordeão), o rugoso (como o tecido dos casacos), o líquido (no rio), o gasoso (no céu enevoado) e o sólido (na calçada de pedra e no corrimão de ferro).

Analisando agora os aspectos narrativos da imagem: nesta, a personagem apresentada em primeiro plano trata-se de uma acordeonista possivelmente a caminho ou de retorno de uma actuação.
Visto que outras suas imagens foram captadas numa compilação de Doisneau em Paris ( "Doisneau Paris"), presumo que esta também faça parte desse mesmo conjunto, presunção esta que devido ao local em questão penso fazer todo o sentido (não fosse Paris a capital da arte incluíndo obviamente a música, e o acordeão o favorito instrumento das ruas parisienses).
Podemos ainda notar na sua expressão algum cansaço e sonolência certamente devido à vida instável de músico que leva, e na constante atracção para o fundo da fotografia que lhe está submetida devido à sua postura em andamento, reforçado pela pose de espera da personagem em segundo plano.

Por detrás de toda esta narrativa subentendida e excelente composição, será impossível não reparar no forte carácter estético/poético da situação. O simples facto de Doisneau ter conseguido captar tal momento, tão espontâneo e natural, confere-lhe logo um carácter único, uma espécie de imortalização do momento, que o torna tão expressivo e um tanto onírico. Através do olhar compromissivo da acordeonista e da sua expressão relaxada olhando para o espectador, faz com que este, de certo modo, se sinta participante na própria fotografia como se estivesse estado presente no momento do disparo.


(autor desconhecido) 

O que nos desperta mais atenção nesta fotografia em termos formais é o forte contraste sombra/luminosidade. Este aspecto atinge o seu auge na apresentação do ponto fulcral da fotografia, as moedas, que através de uma sombra exagerada manipulada virtualmente (como me parece ser em todo o trabalho mas especialmente aqui) as realça da luminosidade da pele da mão (região que por sua vez contrasta com as extremidades da mesma).
Factor que também enriquece a composição é a expressividade das texturas apresentadas, com especial atenção para o contraste entre o cupro-níquel das moedas com a rugosidade da pele suja das mãos.
Falando agora da composição/enquadramento da imagem, esta é bastante simples devido ao seu carácter central (local do foco principal) não deixando de haver, no entanto, um certo dinamismo conferido pela direcção do pulso para a extremidade superior direita da fotografia e pela direcção dos dedos.

Quanto aos aspectos narrativos da imagem podemos facilmente deduzir o tema: a pobreza do trabalhador. A ideia de trabalhador é nos transmitida também através da farda apresentada mas principalmente pela sujidade e rugosidade das mãos, não fossem as mãos sujas e calejadas precisamente o símbolo do trabalhador. 
A moeda, o símbolo do poder económico, aqui adquire o significado contrário, a pobreza, devido ao seu escasso número e baixo valor monetário.

Estética e poeticamente, esta está carregada de uma forte carga emocional (realçada pelo forte contraste como já foi anteriormente referido). Podemos então, apesar do seu aspecto forte e rude, notar alguma fragilidade na postura da mão, uma fragilidade principalmente psicológica, mas também física, provavelmente devido ao cansaço de trabalhar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

3ª Proposta de Trabalho - Tipografia



Foi-nos proposta a elaboração de um arranjo tipográfico com a frase "Um por todos e todos por um".

Partindo da junção do número e palavra, "1" e "um", desenvolvi o resto do trabalho tendo em conta o seu tamanho, as várias linhas negras por ela criadas (que serviram como linhas auxiliares da composição) e a mancha resultante no final do trabalho.

Optei por uma gama reduzida de cores, contrastantes, de modo a realçar o carácter lutador e objectivo da mensagem e aproveitei características das letras "T" e "p" para, ao prolongá-las, unindo-as a outras, uniformizar a mancha de texto.

Escolhi ainda, na última palavra, "UM", representá-la com recortes para estabelecer um paralelismo entre ele e o primeiro "UM".

O que mais dificuldade me causou neste trabalho foi a escolha da localização da letra "e", que ainda me causa dúvida.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

1ª Proposta de Trabalho - Tipografia




Como primeiro trabalho no campo da tipografia foi-nos proposta a elaboração de um possível logótipo para o grupo de cinema da ESEQ "8 e meio".

Ao longo de vários estudos tendi sempre para evidenciar o número "8" precisamente por ser um algarismo, facto que facilita a percepção da mensagem.
No trabalho em questão, optei por o realçar através da sua sobreposição com uma fonte diferente (que reproduz o aspecto gráfico da escrita manual de modo a criar um paralelismo com a vida escolar) e também através da sua diferênça de tamanhos e cores.
Para o restante texto, "e meio", escolhi uma fonte que pretende recriar o efeito gráfico das máquinas de escrever antigas, efeito o qual relaciono com século XIX, período importante do desenvolvimento da fotografia e do cinema. 
Como toque final, para equilibrar o peso exercido pelo "8", decidi realçar a palavra "meio" com uma faixa um pouco irregular, de cor mais clara que a do fundo e da fonte tanto para voltar a sugerir a ideia de escrita manual como para reforçar a própria ideia da palavra. 

Quanto ao plano de fundo, escolhi para este uma cor neutra, cinzento claro (o que me levou instintivamente a preencher o "8" posterior com um azul suave), e um formato perto do do cinema por óbvios motivos.

sábado, 2 de outubro de 2010

Recolha de Fontes


Na aula de OMB foi-nos proposta a pesquisa de três fontes a nosso gosto no site www.dafont.com.
Consoante as minhas preferências, optei por escolher fontes bastante diferentes umas das outras e que se adaptassem cada uma delas a diferentes fins.