No dia 5 de Fevereiro de 2011, na aula de Multimédia B, vimos o filme do realizador suéco Tomas Alfredson, “Deixa-me Entrar” (2008), de título original "Låt den rätte komma in", sobre o qual nos foi proposta a elaboração de uma crítica cinematográfica.
Achei a imagem e o modo de filmagem o ponto mais atractivo do filme tendo encontrado especialmente bem conseguidas cenas como a que a personagem principal, Oskar, se encontra num balneário e se depara com “algo” (que não é revelado ao público, criando suspense). O modo como a câmara viaja nesse espaço é o que confere à cena maior beleza, baseando-se num travelling contínuo, feito de modo a que o espectador se sinta uma personagem activa dentro do filme, revelando a pouco e pouco mais aspectos do ambiente circundante, como por exemplo a entrada de uma personagem no balneário (revelada através do reflexo de um espelho estrategicamente colocado) que de seguida irá intervir.
Recuando ao início do filme, quando Oskar encontra pela primeira vez Eli em frente a sua casa, achei muito inteligente o facto de não se revelar muito promenorizadamente a aparência dela criando um paralelismo com a precepção visual de Oskar, que nesse momento provavelmente devido à conciderável distância e fraca luminosidade não lhe era possível captar com muito pormenor as suas feições, assim como a falta de interesse que tinha por ela no momento.
Chamou-me ainda à atenção uma das cenas finais, na piscina, onde actos extremamente violentos são representados de um modo discreto através da disposição estática da câmara submersa na piscina (facto que lhe confere ainda mais serenidade ao dar mais importância ao estado inconsciênte de Oskar do que a toda a agitação em seu redor).


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